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A História de Dargas A história de Dargas é manchada de
inúmeras guerras pelo poder entre as Sete Famílias Regentes. No passado, estas
sete famílias eram feudos independentes que desejavam assumir o controle de
toda a região. Após um século de alianças desfeitas e guerras sangrentas, todas
as Famílias se aproximaram da completa ruína e, em sua maioria, as mulheres
assumiram o controle de suas terras. Veraluz Darmosson convocou-as para uma
reunião e propôs o Tratado de Paz, redigido pelas senhoras naquele mesmo dia. O
Tratado passou a ser uma constituição e seus principais pontos são: (*) Unificação dos Sete Feudos. (*) Governo representado por um
Rei/Rainha, com um representante de cada família em um Conselho. Cada
governante reinará por 10 anos. (*) Sucessão por sorteio, logo após
a posse para decidir a próxima família governante. (*) Redistribuição das terras para o
povo, independente de qual feudo pertencer. Veraluz Darmosson foi escolhida como
primeira rainha por escolha das outras senhoras já que o Tratado foi sua
iniciativa, e logo começou a reconstrução de todos os feudos e acabou com todas
as fronteiras; decretou que os feudos teriam autonomia, mas que deviam prestar
contas ao Estado, centralizado na cidade de Darmid, a menos atingida pelas
guerras. As rainhas seguintes, Raquel Oldosson e Isabel Idosson continuaram seu
trabalho e, no governo de Mirthes Dracosson, a Redistribuição das terras
começou. Mas um golpe liderado por Felipe Idosson iniciou a Guerra Civil de
Dargas para a restituição do Tratado de Paz. Durante este governo autoritário,
houve perseguição religiosa aos seguidores de do deus Hórpia, já que a maioria
religiosa era seguidora de Nalin, e muitos inimigos políticos foram perseguidos
e assassinados, incluindo diversos líderes das Famílias. Apesar de deixar o
país novamente devastado, a Guerra acabou com as divisões entre os vassalos, os
uniu contra o rei outorgado e tornou-os responsáveis pela deposição deste após
seis anos de Guerra Civil e pela escolha do próximo governante, Wilhelm Argosson,
que assumiu o poder e deu novo início para o país; Luke Merkinsson, seu
sucessor, entregou o país quase pronto para Christine Tharmisson, que criou as
regras para a Redistribuição; Hilda Oldosson começou a reforma e uma nova
traição se formou, liderada por Ekol Merkinsson, mas esta foi sufocada pelos
capitães, com a ajuda de uma estrangeira. Apesar da traição, a família Idos
não perdeu seu lugar no Conselho dos Capitães, pois não foram todos seus
membros que apoiaram o golpe. Inclusive, o próprio Felipe assassinou alguns de
seus parentes que lutavam contra ele e o rei contava com o apoio de membros das
outras famílias que tinham certo poder, mas que não tinham chances de
candidatarem-se à sucessão. A maior parte da população rural
dedica-se à criação de ovelhas, por esta se adaptar melhor ao clima montanhês;
a população urbana dedica-se em sua maior parte ao comércio e à manufatura de
produtos. O culto dominante é ao deus da Lua,
Nalin, entre vassalos e nobres. Há poucos seguidores de Hórpia e estes não realizaram
mais seus festejos após o governo de Felipe Idosson. A lenda que se mais conta ao redor
das fogueiras é a do Exército dos Ilugi. Dizem que na batalha decisiva da
Guerra Civil, anjos de armadura prateada lutaram entre o povo, contra o Rei e
todos que eles acertavam com suas espadas prateadas deixavam seu senhor e
lutavam com o povo. Esse fato deu uma característica divina, algo como uma
missão para o povo que devia lutar para que seus direitos prevalecessem. As Sete Famílias de Dargas, seus
membros mais conhecidos e seus feitos: Darmos: Veraluz (responsável pela
Unificação), Eduardo (foi assassinado durante o governo de Felipe Idosson por
suas idéias subversivas), Durval (participou da tentativa de golpe contra a
rainha Hilda). Oldos: Raquel (segunda rainha),
Rodolfo (juntou-se a Felipe no golpe e ganhou um cargo de prestígio), Onalda
(ajudou em várias rebeliões contra Felipe), Hilda (oitava rainha, em seu
governo houve uma segunda traição e, finalmente, a Redistribuição começou). Idos: Isabel (terceira rainha), Felipe
(tomou o poder e fechou o Conselho dos Capitães), Nelson (após recusar apoio a
Felipe, foi assassinado), Olavo (filho de Nelson, foi assassinado com o
pai), Valkíria (filha de Felipe, ajudou o pai a eliminar desafetos), Idon
(era capitão no governo de Hilda, foi morto por Ekol), Franco (ajudou a
desmascarar a segunda traição), Anita (esposa de Franco, defensora feroz da
Redistribuição). Draco: Mirthes (começou a primeira
Redistribuição e foi morta por Felipe Idosson), Orlando (marido de Mirthes, foi
um dos líderes da Revolta), Sonia (mãe de Siegfrid, pegou em armas na Revolta),
Siegfrid (liderou a luta contra a segunda traição, casou-se com Hilda depois). Argos: Lourdes (apesar de sua adesão
imediata ao Tratado, dificultou o trabalho das primeiras Capitãs, votando
contra suas propostas) Wilhelm (foi um dos líderes mais atuantes na
Revolta e primeiro rei de Dragas), Frederic (atuou na luta contra a segunda
traição), Karerina (sucessora de Hilda). Merki: Mauro (foi o primeiro homem a
participar do Conselho), Olga (inicialmente, apoiou Felipe Idosson, mas depois
foi uma de seus inimigos mais implacáveis), Luke (segundo rei, sexto
governante. Apesar de escândalos de corrupção, foi um dos governos mais
promissores); Ekol (sobrinho de Luke, liderou a segunda traição para derrubar
Hilda). Tharmis: Rosana (refutou a Unificação, mas cedeu para não ter problemas com as outras senhoras), Ulisses (uniu-se a Felipe e morreu pelas mãos do mesmo depois), Christine (terminou a reconstrução do país, deu mais ênfase à educação); Ethormê (irmão de Christine, lutou contra a segunda tentativa de golpe).
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