- Entendo. Vamos, então. Minha casa não fica muito longe, mas chegaremos à noite. No caminho, pode contar-me suas histórias, assim este se tornará mais curto. – Alexandre pôs-se a andar e Apocrypha o acompanhou, caminhando ao seu lado.

- Proponho que me conte as histórias que conheces de mim e eu digo se são verdadeiras ou exageradas. Quero saber quão grande é minha fama para fazer um jovem me chamar de mestra.

- Bem, conheço várias. Tenho histórias de batalhas, de como venceu-as e de como evitou-as; histórias de amor, de como unira casais apaixonados; de como salvaste famílias inteiras e ajudaste pessoas nas estradas. Quais queres ouvir?

Apocrypha levou a mão direita à corrente do cristal e ficou enrolando-a nos dedos longos e finos. Olhou Alexandre nos olhos e lhe disse:

- Conta-me as de amor, pois as de batalhas são muito tristes e, de escuro, já basta o caminho que estamos trilhando.

- Mas não são todas as histórias de amor que têm finais felizes. Muitas têm finais tão ou mais tristes que as de guerras.

- É verdade. – o olhar da andarilha se perdeu no passado por um instante, mas logo voltou à estrada. - Ainda sim, lutar pelo amor é a mais justificável batalha, mesmo que tenha um final triste.

- Então contarei uma com final feliz. Vamos trazer alegria a esse caminho escuro.

No horizonte, o sol se escondia e seus raios já não mais os alcançavam. As primeiras estrelas começavam a brilhar e a enfeitar o céu.

 

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