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- Não, para me proteger já que caminharei na sua frente e é
você quem irá atacar. - Não atacaria nem meu maior inimigo pelas costas, sou um
homem de honra. - Sendo assim, deixa a tua espada. Não terei como te atacar
caminhando de costas para você. Franco lançou um olhar contrariado para Apocrypha e baixou a
espada no chão. Ela abandonou o castiçal e pegou uma tocha para iluminar o
caminho enquanto ele arrumava Anita em seus braços. Começaram a andar pelos
corredores, um atento a respiração do outro, até chegarem ao quarto de
Siegfrid. O capitão abriu a porta um tanto sonolento, mas despertou depressa ao
ver Apocrypha, Franco e Anita. Deu-lhes passagem e eles entraram no recinto.
Uma cortina separava a cama de um conjunto de sofás, criando dois ambientes.
Tão logo a porta se fechou, Franco indagou ao seu capitão: - Senhor, não duvido de suas ações, mas o que esta mulher
faz aqui? – permaneceu com Anita em seus braços, mas já demonstrava fraqueza. - Está nos ajudando, pode confiar nela. – Siegfrid pegou
Anita dos braços de Franco e a colocou no sofá maior. Sentiu o olhar
desconfiado de Apocrypha sobre ele. – E você também pode confiar nele, não vê? Apocrypha ia responder, mas achou melhor calar-se e se
sentou no sofá menor. Ficou ouvindo atenta a conversa de Franco e Siegfrid. - Sente-se Franco e me conte o aconteceu. - Ontem à noite, fomos atacados por cinco soldados. Enquanto
três me atacavam, os outros dois foram atrás de Anita. Assim que consegui me
livrar deles, segui os outros dois. Eles tentavam amordaçá-la e comprimiam um
pano contra seu rosto. Eles conseguiram fugir e Anita está dormindo desde
então. - Você identificou esses soldados? - Sim e isso foi o que me fez cavalgar o dia inteiro. Os
três soldados que me atacaram trabalhavam para Durval; dos outros dois, um
trabalha para Ekol e o outro é da guarda pessoal de Frederic. O nome de Frederic ainda ecoava nos ouvidos de Siegfrid e
Apocrypha, causando-lhes pavor e horror. Frederic estava traindo-os. - Você tem certeza? – Siegfrid tentava permanecer firme, mas
estava claro que aquilo foi um golpe em sua alma. - Senhor, eu não gostaria de dar-lhe tão terrível notícia
pois sei o quanto são amigos, mas tenho certeza. - Siegfrid, não pode ser verdade! Franco quer nos enganar! –
Apocrypha estava incrédula, não queria acreditar e dirigia olhares raivosos
para Franco. - A única pessoa aqui que pode ser um traidor é você,
andarilha! – Franco elevou a voz e correspondia aos olhares.
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