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- Então, nos concentraremos em Ekol e Idon. Você que falará
com Hilda, não é Siegfrid? – Frederic olhou o amigo. - Sim, e você mandará Sofia e Karerina para o leste, não? –
os dois pareciam ler a mente um do outro. - Claro, amanhã mesmo. Temo pela vida das duas, pois
Karerina será a próxima rainha e, se algo acontecer com Hilda, Sofia assumirá o
trono. - Então, voltarei agora para o palácio. Vens comigo,
Apocrypha? - Sim, quanto antes eu estiver por lá, melhor. Mas, e Anita?
Como ela está? - Ela está bem, Franco não a perde de vista. Você estava
certo sobre o garoto, Siegfrid, ele é realmente confiável. – Frederic via o
amigo sorrir mais tranqüilo enquanto se preparava para sair. Naquele mesmo dia, à noite, Apocrypha passava por trás da
cortina da sala do trono, quando ouviu as vozes de Siegfrid e Hilda. Sua
curiosidade a fez ficar ali e ouvir a conversa; por várias vezes arriscou olhar
entre as frestas da cortina: - Então, só posso ficar aqui, esperando meu algoz. – Hilda
estava claramente entristecida. Estava de pé, do lado esquerdo do trono e
olhava Siegfrid, que estava a sua frente, nos pés da pequena escada que elevava
o patamar do trono. - Senhora, não será necessário. Descobriremos quem é antes
dele pensar em fazer-lhe mal de novo. – o capitão tentava dar esperanças a sua
senhora. - Siegfrid, ele está aqui, entre os Sete, e não deve estar
sozinho. – ela não tinha vergonha de se mostrar desesperada para seu capitão. A
relação dos dois não se resumia a velha relação entre senhores e vassalos. - Não importa quantos sejam, Hilda, eu vou te proteger com a
minha vida. – ele se levantou e subiu um degrau, como se seu gesto desse força
às suas palavras. - Eu não quero que ninguém morra por mim, Siegfrid. – a voz
da soberana soava mais tranqüila, talvez estivesse até sorrindo. Apocrypha
arriscou olhar e a viu se sentar nos degraus. – Eu só queria saber o que estou
fazendo de errado para que queiram me matar. - É justamente por não fazer nada errado que querem fazer
isso, Hilda. Tua preocupação em acabar com a exploração dos feudos está
diminuindo o poder dos senhores e é por isso que eles não te querem como
rainha. - Se acreditam que tentando me matar eu vá desfazer o que
fiz, estão enganados. Vou continuar com os planos originais da Unificação, que
é dar autonomia ao povo e não aos senhores. – ela fez uma pausa e tornou a
olhar Siegfrid. – Vais me apoiar, Siegfrid? Ele se aproximou e se abaixou para olhá-la nos olhos.
Segurou as mãos dela entre as suas.
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